sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cláudio Willer na AO-Revista nº2



ANOTAÇÕES PARA MINHA BIOGRAFIA 
NO CENTENÁRIO DE ALFRED HITCHCOCK*


sempre amei as imagens
mas eu queria mesmo era ser um narrador
modo de assemelhar-me ao cineasta da vertigem
e foi assim que passei a sentir vontade de escrever
sobre o mistério do rosto daquela mulher
que segue ao encontro do aventureiro
que a cada dia tem que reiniciar
a dolorosa caminhada
rumo à torre, à esquina, à margem, ao centro
à fatal reconquista da felicidade a dois
quando tão pouco importa o abismo
pois a vida passa depressa demais
e só queríamos um momento, um único instante nosso
– e agora sou eu
aquele que mergulha
no frio oceano da paixão
– agora sou eu
aquele que caminha
cego e surdo
através do estrondo, da revelação, do clarão, da imensidão
para sempre prisioneiro dessa história
da vida como risco permanente de um passo em falso


e agora sou eu
para quem as fachadas de San Francisco se fecham em círculo
cuidado
olhe bem
o efêmero está aí
é preciso desvendar
desvencilhar-se
para saber
quem fui
o que sou
cuidado




Cláudio Willer 
*poema do livro ainda inédito "A Verdadeira História do Século XX", 
a sair pela Editora Demônio Negro.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Estrela Leminski na AO-Revista 2

| capa da 2ª ed. |



que troço esquisito
que começa com para sempre
atravessa até que a morte nos separe
e termina com preferia nunca ter te conhecido?

Estrela Ruiz Leminski | poeta, compositora e colaboradora - PR / SP |


= lançamento da revista em janeiro = 

domingo, 25 de dezembro de 2011

poesia no Jornal O Dia - 25.12.11 - feliz natal !


jornal O Dia - caderno Metrópole - 25.12.11
fotografia de Mayra Brandt .

AO deseja um feliz natal onírico para todas as pessoas camaradas 
que produzem e compartilham as artes de toda sorte ! boas festas !

Paulo Machado na AO-Revista 2


                                                                                             foto - andré gonçalves


TERCEIRO CONTINHO TERESINENSE


PARA O MAESTRO EMANUEL COELHO MACIEL


No cais do rio Punaré, um homem arrancava notas tortas de um violino, lembrando as travessuras de Villa-Lobos. Aparentava setenta anos. Era tão estranho à paisagem, como o rosto de Marilyn Monroe na tela do Cine Olympia, nas vesperais inesquecíveis.

Meninos passavam, quixotescos e distantes. Um cão ladrava inquieto. Uma mariposa peralta fazia cena. A chuva caía mansamente, envelhecendo o domingo.


Paulo Machado | poeta, contista e historiador colaborador |

domingo, 11 de dezembro de 2011

Amaral + Thiago E no jornal O Dia



fiz uma homenagem ao grande artista Amaral.
jornal O Dia - caderno Metrópole, 11.12.2011.

- que você seja reconhecido como realmente merece, meu amigo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

entrevista com Thiago E no Diário do Povo




o poeta Adriano Lobão Aragão me entrevistou 
e pôs uma parcial, hoje, no jornal Diário do Povo,
na sua coluna Toda Palavra - 06.12.2011.

Lançamento do Livro Insólito na Livraria Entrelivros

INSÓLITO

Thiago E apresentando Insólito

Demetrios Galvão

Demetrios Galvão

Emanuelle Chaves

Valadares + Filipe

Kilito Trindade

Thiago E

Demetrios Galvão


# todas as fotos por Maurício Pokemon #

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Entrevista com Demetrios Galvão - sobre o livro Insólito



Entrevista com Demetrios Galvão - sobre o livro Insólito
Feita por Isadora Carvalho


1) Isadora Carvalho - Para começarmos a nossa entrevista apresente o projeto do seu livro e seu projeto de carreira.

Demetrios Galvão - Insólito é meu terceiro livro de poemas, mas de certa forma o considero como o de estréia, pois esse tem um projeto gráfico que gosto muito e que envolve capa, diagramação, formato e fonte. Participei de todo o processo junto com o editor, que também foi o diagramador e além disso, é um poeta-amigo. O livro é composto por um conjunto de 33 poemas e ainda tem uma apresentação energética feita pelo poeta Rubervam Du Nascimento.

Enquanto poeta, penso em continuar escrevendo e desenvolvendo minha poética. Não escrevo como hobby ou passa tempo, a poesia é pra mim coisa séria, trabalho com a linguagem – exercício de produção de mundos através da linguagem. Tenho a literatura como campo de construção de outras perspectivas que o factual exclui.

2) IC - Qual foi sua maior motivação para construção do Livro? Qual a maior dificuldade que você enfrentou nesse sentido?

D – Qualquer pessoa que escreve pensa em publicar seus trabalhos e ter a satisfação dos poemas publicados e a perspectiva de que seu trabalho se insira em um debate literário, etc, etc. Publicar é uma coisa muito importante para quem escreve.

Insólito é um livro que já se chamou “bifurcações no diafragma do tempo” e ficou em terceiro lugar no segundo Concursos Literários do Piauí, promovido pela Fundação Cultural do Piauí - FUNDAC, no ano de 2005. O edital do concurso dizia que os três primeiros trabalhos de cada categoria (poesia, romance, crônica, conto, e etc) seriam publicados, só que isso nunca aconteceu, com nenhum autor de nenhuma das categorias do concurso. Ou seja, valorização da literatura pelo governo do Estado na gestão do PT foi terrível. Como essa publicação não aconteceu, terminei alterando os poemas desse volume original e acrescentando textos novos. Depois dessas modificações veio o percurso de tentar publicar novamente e aí o que pegou de fato foi o problema da grana, porque publicar livro é uma coisa muito cara. Passei os últimos dois anos juntando grana para materializar o projeto do livro, que sai agora pela editora Corsário.

3) IC - Quando surgiu a idéia de fazer o livro? Quanto tempo você passou preparando o livro? Quando a idéia começou a ser colocada em prática?

D – Os poemas de Insólito começaram a ser escritos em 2004 e teve uma primeira finalização em 2005, para o tal concurso da FUNDAC. Como não foi publicado, passei os últimos anos trabalhando em vários poemas e construindo outros projetos de livro, de certo que, no início de 2011 reformulei o livro e coloquei um ponto final. Então, a idéia de fazer o livro e realiza-lo já se processa desde 2005.

4) IC - O que o leitor de “Insólito” pode ter certeza que vai encontrar nesse livro?

D – Uma coisa é certa, o leitor vai encontrar uma poesia com carne e sangue no sentido que é uma poética humana, com sujeitos, com envolvimentos e subjetividades bem particulares. Outra coisa, é que o livro é carregado de uma poética fortemente imagética e nesse sentido, é uma poesia que carrega uma bagagem encorpada e algumas substâncias “Tarja Preta”. Tenho dito até, que o livro não é de poemas, mas sim um álbum de fotografias insólitas.

5) IC - Onde e como podemos adquirir o livro?

D – O lançamento será dia 02/12 a partir das 19h na livraria Entrelivros e posteriormente vou disponibiliza-lo para venda nas demais livrarias da cidade. Mas as pessoas vão poder encontrar o livro comigo, vou sempre ter um a mão.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

gosto de te ver de perto

boca a boca
lingua a lingua
olho a olho
a olho nu
... gosto de te ver de perto
meu corpo nu
teu corpo nu
meu corpo nu teu corpo nu
nu ao nu
mas, se assim não posso
resta-me, ainda, minha lente do amor
minha grande angular
por ela sou capaz de te enxergar
em todas D...imensões
em todos T...empos
em todas P...osições
gosto de te ver de perto
mas, se assim não posso
vou continuar te fotografando
assim, serei o unico cumplice
testemunha ocular das minhas objetivas
TU


Kilito Trindade
foto - Maurício Pokemon