quarta-feira, 10 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
lançamento da Revista Corsário, no Espaço Cultural B_arco - SP
C. Willer, Edson Cruz, Luis, Lucia Santaella, Mardônio França, Ademir Assunção e Augusto de Campos - foto: Katiusha de Moraes.quinta-feira, 4 de agosto de 2011
IMPERDÍVEL - Os Dentes da Memória
(Azougue Editorial, 256 páginas, 38,90 reais)
Com narrativa que alterna depoimentos e dá ao livro um ritmo de documentário de TV, as jornalistas Camila Hungria e Renata D’Elia reconstroem uma época rica para a literatura paulistana, entre os anos 1960 e fim dos 1970, tendo como protagonista o poeta Roberto Piva e, secundariamente, seus asseclas Claudio Willer, Antonio Fernando de Franceschi e Roberto Bicelli. Piva, de vida extremada e de pouca adequação social, foi o mais próximo que as letras nacionais chegaram dos beatniks americanos. O livro se detém, sem ser apelativo, na sexualidade do autor, suas influências e seu processo criativo. Morto há um ano, Piva ganha com esse mosaico o primeiro tributo, tão merecido quanto o reconhecimento que deveria ter tido maior quando vivo.
http://www.youtube.com/watch?v=PjkC5qr5zgU
Espaço Aberto Literatura – ‘beatniks’ fazem poesia lírica com doses surrealistas
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Polícia e Poesia
Federal relata crime
em forma de poesia
'Tive vontade de transmitir uma mensagem
a quem fosse ler', diz delegado.
Documento teve que ser reescrito
para ser enviado ao Poder Judiciário.
Veja a íntegra do relatório do delegado
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa fé era furada
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada
A vítima, meu quase chará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão
Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011
63.904-4"






