sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Planos Futuros


Em meu trabalho monográfico,
quero mencionar quatro indivíduos de liverpool
a conduzir zeppelin de chumbo
sob escadas ao céu, igrejas elétricase cânticos célticos nada herméticos.

Quero ser seminarista do Blues,
discorrer sobre BB King persuasão
em guetos de New Orleans,
no glamour de Chicago,
negra melodia ao largo infinito via lacteano,
acordes tropicais e meridianos
e simples mensagem: inefável atemporal.

No futuro próximo,
quero voar pelos oceanos
buscando isolamento insular.
Serei eu
mas nunca só,
somente terei visão de corvo,
difusa, estranha mas global,
confusa, tamanha, animal.
As mentes fétidas serão alvo principal
e motivo de orgulho pós conversão
em ser sensível, em ver estrábico,
alfabetizador indo arábico em descruzada missão.


Renato Barros (colaborador)
http://palcomp3.com/ctblues/

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ValeduArnaldo

Arnaldo Antunes ao vivo na casa dele


Sei não, mas o cenário do novo trabalho de Arnaldo Antunes, Ao Vivo Lá em Casa, lembra muito o visual explorado no encarte do primeiro CD da banda piauiense Valeduaté.


a banda Validoaté mostra a capa no peito

No encarte do CD Pelos Pátios Partidos em Festa, as camisetas coloridas estão penduradas nos varais, semelhante ao que foi feito no palco da casa do Arnaldo. Logo abaixo, o momento em que Thiago E., integrante do Valeduaté, presenteia Arnaldo com o CD da banda (percebe-se, no final do video, que Arnaldo elogia a capa). Na criação artística, influenciar e ser influenciado é absolutamente natural, mas ficaria feliz se encontrasse um "agradecimentozinho" ao pessoal do Valeduaté, ainda que em letras minusculamente discretas em algum canto perdido do encarte do Ao Vivo Lá em Casa.


Adriano Lobão Aragão (colaborador)

http://adrianolobao.blogspot.com/

http://www.desenredos.com.br/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

!!ª Poesia Tarja Preta – Conclusão de Um Ciclo

2 de dezembro. Esta foi a data da última Poesia Tarja Preta de 2010. Foram 11 os encontros para se falar poesia, ouvir sons, assistir a documentários e curtir exposições. Através da Academia Onírica, juntamente com a preciosa colaboração de seus parceiros (Kátia Barbosa, Canteiro de Obras, Trimera, Estúdio Totte, Pontão de Cultura Preto Ghoz Vive, Ponto de Cultura nos trilhos do Teatro, Coletivo Diagonal, Quarterão) foi possível produzir em Teresina um espaço diferenciado de troca de sensibilidades. Essa foi uma proposta que começou a se desenhar a partir de janeiro, mas que já povoava as cabeças de alguns de nós a bem mais tempo.

Não sei se todos entenderam, mas o poeta “homenageado da noite” era sempre uma desculpa para que os encontros existissem, pois o que estava sendo valorizado eram os poetas presentes e a produção dos demais artistas envolvidos. Além do mais, as pessoas que freqüentaram o Canteiro de Obras em dias de atividades da AO puderam conhecer um pouco do trabalho de vários artistas da cidade, em uma teia que envolvia uma complexidade de linguagens e de produções de sentidos.

Posso dizer que os Oníricos fizeram o máximo que puderam para realizar e proporcionar boas noites de poesia. Desse modo, o primeiro ano se encerra com 11 noites e 11 edições do zine AO, o nº 4 da Trimera e o cd Veículo q.s.p. . Temos grande satisfação em apresentar esse percurso de produção, principalmente por confiar na qualidade do trabalho realizado em companhia da banda Quarterão, da Trimera e do Orbital Cultural Canteiro de Obras.

A 11ª Poesia tarja Preta foi onírica ao pé da letra -->>> uma bricolagem de palavras, sons, imagens..... O resultado da noite é conclusão de quem esteve presente. Agradecemos a todas as pessoas que estão envolvidas nesse projeto e a todas aquelas que se fizeram presentes e participaram dos nossos eventos.
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Demetrios Galvão
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Veículo q.s.p. - quantidade suficiente para

Fagão

Thiago E.

Valadares

Laís Romero

Demetrios Galvão

Kilito Trindade

Quarterão

público

Kilito Trindade + público

Fábio Fichel

Sheldon

Emanuelle Chaves


George

Thalita Ciana

Ana

Quarterão


# Todas as fotos por Kátia Barbosa #

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Por Kilito Trindade

UMA NOITE ONIRICA

Hoje eu acordei irradiando luz pelos poros, olhos, unhas e cabelos
A principio, em desespero, me pus ao pé da cruz em busca do inócuo apelo
Salve-me! Estou ficando louco?
Mas, que nada! Era a eletropoesitividade de uma noite onírica que me invadiu e multiplicou-se pelo soma impulsionando minhas células a movimentos randômicos tal qual carrinhos de bate-bate num parque de diversão. Uma overdose de poesia tarja preta na Quantidade Suficiente Para. Hoje eu acordei foi poesia, nu. Hoje eu acordei foi poesia no corpo e na mente; tremi, gelei e fiquei quente; gozei e gritei contente: Poesia! Poesia, ninguém vai te controlar. Vai poesia! Vai romper a barreira do tempo e transitar nos Orbitais Culturais, nos Canteiros de Obras. Vai! Vai girar e pirar a rosa-dos-ventos, as Arianes de ar, os Demetrios de pedra, os Fagões de ferro, os Kilitos de sol, as Laises de lua, os Thiagos de luz, os Valadares de seiva. Vai poesia! Vai escrever no firmamento que ninguém vai te controlar. Vai poesia...

Kilito Trindade

fim de ano - fim de feira

cd - Veículo q.s.p : quantidade suficiente para


zine Ao - nº 11


documentário - Sem Palavras

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


clicar na imagem
.
texto-imagem - Zorbba Igreja
Não vou mais ficar preso
Não vou mais ficar preso por ela
e viver travado numa velha caveira
Não vou mais ficar preso por ela
e viver travado numa velha carreira
hum! ah!
Nutrindo-me do putrefe odor
da decomposição do amor
Ah! Mas, se ela estivesse aqui agora nesse momento
estaria vendo o meu eu entrando e saindo
por todos os cômodos do meu apartamento... cabeça
Fecho janelas!
Baixo cortina!
O cérebro aborta!
E a boca porta abeta grita
Sai! Insípido amor!
Sai! Sentimento incolor
Mas, se o teu cheiro insistir nesse processo de masturbação mental
Vou te ejacular assim: atchim!
Afasta-se verme obsessor
Parasita das sombras das neuroses do rancor
Liberte-se germe do amor
Ressuscita das catatumbas vulcânicas do meu amor
Vem em lavas e solidifica, fossiliza e eterniza o novo amor
que a boca porta aberta engoliu e gritou
Ah!!! Hum!!! Novo amor dentre de mi nha cabeça
Preciso arrumar meu apartamento


Kilito Trindade